terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

INQUIETUDE

Sempre fui alguém que gostei de opinar, logo já por divesas vezes fiz artigos de opinião, - partindo de algo. De um facto, de uma lei de um texto de um cuidar, de uma reforma na saúde.

Fichas de leitura - também já, julgo eu, aprendi a fazer, 1º referências do autor, depois aspectos mais marcantes do texto com citações e depois a nossa opinião reflexiva.

Recensão Crítica - Pega-se num texto aborda-se o essencial que o autor quiz transmitir segundo várias regras de encadeamento e dá-mos a nossa opinião.

Não hei-de eu andar inquieto. Arranje-se lá uma coisa que seja um misto elaborado dos 3 exemplos que acabei de dar.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

COMPETIÇÃO DE REMO

“UMA LIÇÃO DE GESTÃO!

Portugal enviou a sua equipa nacional ao Japão, para uma competição de remo. A competição tem lugar e a equipa Portuguesa fica pessimamente classificada, a uma hora da equipa ganhadora, a Japonesa.

Os responsáveis da federação, indignados, fazem uma sucessão de reuniões para diagnosticar as razões de tão mau resultado, produzindo no final o seguinte relatório:

Japão – 1 Chefe de Equipa / 10 remadores
Portugal – 1 Chefe de equipa / 9 assessores / 1 remador

Descoberto que esteva o grande erro, a equipa portuguesa é remodelada para a competição seguinte.

Mais uma vez os Japoneses foram os ganhadores, tendo a equipa portuguesa ficando a 2 horas das dos vencedores.

Novas reuniões, viagens de estudo, contratação de uma consultora, relatório constou:

Japão – 1 Chefe de Equipa /10 remadores
Portugal – 1 Chefe de equipa / 3 chefes de departamento / 6 chefes de secção / 1 remador

Feita uma nova identificação de causas, uma vez mais a equipa é remodelada. Desta feita tudo foi levado em conta: reizing, dowsizing, engineering, consulta a economistas e gestores, contratação de consultores, integração de conceitos de modernidade, etc, etc, tudo passou a ser considerado.

Porém na hora da competição, Portugal tem nova derrota ainda mais clamorosa. Fica a 3 horas dos vencedores.

Depois de muita discussão, inquéritos e recurso à legislação chega-se finalmente a uma conclusão: desta feita definitiva:

O PROBLEMA ERA O REMADOR!
Claro e evidentemente que com toda a certeza, por culpa do sindicato ……..
”
(Manuel Oliveira)

Parece-me um pouco a Enfermagem e os comentários recentes que tenho lido neste e noutros blogs, da parte de alguns remadores, ou por outra Enfermeiros. A culpa é sempre de quem não deve ser!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

AINDA AS QUESTÕES DO EMPREGO (II PARTE)

"Rui,
Em primeiro lugar, e por ser a primeira vez que comento um post neste teu espaço reflexivo, aproveito para te felicitar por mais um espaço que é colocado à nossa disposição para reflectirmos, trocarmos ideias e debatermos assuntos relacionados com a Enfermagem e os enfermeiros.
Não poderia deixar de passar a oportunidade que nos deste para debater este assunto, mesmo que tardiamente, sem colocar aqui algumas ideias relativamente ao emprego/desemprego na Enfermagem.
Respondendo directamente à questão que colocas, começo por dizer que poucos ou mesmo nenhuns são os serviços onde são cumpridos os rácios enfermeiro/utente preconizados e onde as horas de cuidados de enfermagem necessárias são iguais ou superiores às que são preceituadas para dar resposta às necessidades em cuidados de enfermagem dos utentes.
Aliás, antes de termos como fonte os estudos e recomendações feitos pela OCDE, como nos elucida o nosso colega DOUTOR ENFERMEIRO, julgo ser pertinente olharmos para os estudos e análises feitos no nosso País, nomeadamente, os produzidos pelo nosso Ministério da Saúde.A escassez de enfermeiros nas instituições prestadoras de cuidados de saúde, sejam elas de que tipo forem, não é, por muito que nos façam crer, uma qualquer ilusão ou invenção, mas sim, uma constatação com a qual nos deparamos diariamente, fruto da imposição de elevadas sobrecargas de trabalho, do não cumprimento das dotações seguras preconizadas, da sonegação constante e sucessiva do gozo de elementares direitos, entre outros exemplos.
Já aqui se comentou levando em consideração os rácios de enfermeiros existentes por habitantes. Falou-se da Áustria e da Irlanda e usaram-se os seus rácios para afirmar que quantidade não é sinónimo de qualidade. O que não se referiu é que em Portugal, o rácio de enfermeiros que exercem funções por habitante, que é de 4,5 por cada mil, é dos piores que se verificam no conjunto dos países da UE e muito inferior à média desses mesmos países, que se cifra nos 7,5 por cada mil.
Esta mesma situação, para que não pensem que é mais uma ilusão gratuita, é assumida no relatório preliminar sobre "Cuidados de Saúde e Cuidados de Longa Duração" produzido pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Solidariedade Social, apresentado ao Comité de Protecção Social da Comissão Europeia e onde se pode ler, na página 8, o seguinte: “O País [Portugal] apresenta, ainda, no contexto comunitário, um dos mais baixos números de enfermeiros por habitante…”.Por outro lado, convém relembrar que no que diz respeito à área dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), Portugal subscreveu as indicações da OMS que apontam para um rácio de um enfermeiro por cada 300 famílias.
A implementação desta metodologia de organização do trabalho, salvo muito raras e honrosas excepções, ainda não foi conseguida efectivar na prática, não por falta de vontade dos enfermeiros mas sim pela escassez de enfermeiros que existe na globalidade dos centros de saúde.Ainda em relação à área dos CSP e levando em consideração o último Censos, datado de 2001, para que cada família tivesse o seu enfermeiro de referência seriam necessários admitir mais 12 170 enfermeiros.
Ao invés disso, e ainda segundo dados do próprio Ministério da Saúde, que se encontram publicados na página da Administração Central do Sistema de Saúde, IP (ACSS, IP), o número de enfermeiros a exercerem funções nos centros de saúde, entre 2003 e 31/12/2006 diminuiu em 104.Correndo o risco de ser exaustivo não poderia deixar ainda de referir, no âmbito dos CSP, algumas conclusões do estudo elaborado pela Secretaria Geral do Ministério da Saúde, datado de Janeiro de 2007, e que se intitula “Cálculo das Necessidades de Pessoal de Enfermagem no SNS”. Este estudo, que tem como amostra apenas 12 Centros de Saúde, elucida-nos bem da efectiva carência de enfermeiros.
Na página 23 do referido estudo é afirmado que “com efeito, em 31/12/2005 o valor total de horas anuais de enfermagem previsto nos quadros de pessoal dos diferentes CS era de 430 548 (...) No entanto, foram efectivamente perfeitas 458 353 horas anuais, correspondendo a mais 6,5% das horas previstas nos quadros de pessoal.
Para além das horas acima referidas, verificou-se a necessidade de recurso a mais 28 303 horas prestadas em regime de trabalho extraordinário (...)”.Continuando, referem, ainda na mesma página, o seguinte: “a diferença, entre a carga horária anual prevista e a efectivamente existente, traduz a desadequação dos quadros/mapas de pessoal, face às actuais necessidades das populações e ao aumento e diversificação das intervenções nos CSP”.
No que diz respeito à área hospitalar, e pese embora entre o mesmo espaço temporal (2003-31/12/2006) o número de enfermeiros a exercerem funções nos hospitais, ainda segundo a ACSS, IP, tenha aumentado 1 445, existem estudos do Ministério da Saúde, ou de entidades da sua dependência, que nos continuam a demonstrar que as carências de enfermeiros nos hospitais são ainda mais alarmantes.
A aplicação do sistema de classificação de doentes por níveis de dependência espelhou, no relatório do IGIF relativo ao ano de 2004, uma carência no número de horas de cuidados de enfermagem necessários por doente internado de cerca de 21 000 enfermeiros.Fazendo referência novamente ao estudo “Cálculo de Necessidades de Pessoal de Enfermagem no SNS”, o estudo chega à conclusão (página 29) que nos 44 hospitais onde é utilizada esta fórmula de cálculo das necessidades em horas de cuidados de enfermagem há “uma necessidade de 5 373 enfermeiros”.Como tal, e perante todos estes indicadores que são da responsabilidade do próprio Ministério, parece-me difícil que qualquer um de nós consiga afirmar que existem em Portugal um número suficiente de enfermeiros a exercerem funções nos mais diversos serviços.
Compreendo que muitos orientem a sua opinião pelo facto de começarem a existir importantes bolsas de desemprego junto dos enfermeiros, mas já não compreendo que ao invés do que seria de esperar, isto é, lutarmos por maiores admissões e pela efectivação das dotações seguras – isto sim seria defender a profissão, alinhemos no discurso de que existem enfermeiros a mais em Portugal e, desta forma, contribuamos de forma activa para sermos veículos privilegiados de destruição da profissão.Sejamos conscientes.
O que se passa com os enfermeiros não é diferente do que se passa com outros trabalhadores e faz parte de uma política de emprego mais global baseada, também ela como as restantes, na obsessão pela contenção do défice, no saneamento das contas públicas e perseguição compulsiva do cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Assim sendo, mesmo com o reconhecimento objectivo e concreto das carências, o que se pretende é limitar ao máximo as admissões e criar bolsas de desemprego, sempre na perspectiva de desregular o mercado de trabalho e as suas condições, de diminuir ao máximo o valor económico do trabalho e, desta forma, desvalorizar o valor social do trabalho que, consequentemente, levará à desvalorização do papel social das profissões.Este é o principal motivo pelo qual existe neste momento desemprego, voluntariado, estágios profissionais não remunerados, entre outros exemplos, na Enfermagem.
Ao contrário do que seria de esperar são os próprios enfermeiros, num sentido altamente corporativista e redutor, a dizerem que existem em excesso e a dar motivos para que a situação se agudize ainda mais. Ao contrário do que muitas vezes se afirma, a força de uma profissão e o seu poder reivindicativo não se avaliam pelo seu número, mas sim pela união no processo de tomada de consciência colectiva e na mobilização para a acção.
Para terminar dizer que não sou, nunca fui, nem serei defensor da teoria de que quantidade é sinónimo de qualidade. Contudo, como enfermeiro que sou sei que dotações adequadas de enfermeiros nos serviços, para além de induzirem directamente a nossa produtividade, satisfação e motivação, traduzem-se num inequívoco elevar do patamar da qualidade e da segurança dos cuidados de enfermagem que prestamos aos utentes.
Não tenho dúvidas em afirmar que só pela admissão de mais enfermeiros nas diferentes instituições de saúde e pelo cumprimento das dotações preconizadas é que estaremos em condições óptimas para responder aos desafios que o futuro nos reserva.
Acredito que os enfermeiros não se alienarão desta exigência até porque percebem que esta é uma das respostas a dar para as cada vez maiores exigências e necessidades das populações em matéria de cuidados de saúde."
PEDRO FRIAS

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

DEVEMOS FORMAR PARA MUDAR OU MUDAR PARA FORMAR ?

"A formação tem assumido uma dimensão ideológica, porque se autojustifica, isto é, a formação é boa em si mesmo, sempre aprendemos algo com a formação, o que faz dela um amplo campo de consenso social. Mas será que ao não questionarmos a forma como é concebida e desnvolvida não estaremos a recusar o nosso protagonismo no processo? Ou será que o papel passivo é mais cómodo?
Devemos formar para mudar ou mudar para formar?
A simultaniedade faz sentido?
Os efeitos da formação têm tido as repercussões esperadas na prática de cuidados? Os contributos da formação têm-se feito sentir in situ de forma a melhorar a qualidade dos cuidados?
Eu diria que a formação só faz sentido se conseguirmos reaquacionar o papel da formação e transferir as aprendizagens realizadas na situação de formação, para a prática de cuidados. É importante promover a formação na acção, através da reflexão e discussão das situações decorrentes da prática diária, para mobilizarmos e repensarmos conhecimentos.
Os momentos de reflexão, as paragens para pensar são indispensáveis na caminhada dos enfermeiros, permitindo-lhes na práxis diária níveis progressivos de desenvolvimento, conduzindo-os para a autonomia.Existe um ditado popular que diz "diz-me com quem andas, dirte-ei quem és" por analogia eu diria " diz-me que formação fazes, como a mobilizas para a prestação de cuidados, dirte-ei que cuidados prestas" "
Teresa Branco

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

CICLO REFLEXIVO DE GIBS

Já aqui falei sobre a importância dos diários de aprendizagem, enquanto momento fundamental da prática reflexiva.

Enunciarei de seguida as etapas que poderemos percorrer, enquanto seres reflexivos e transformadores, perante algo que nos acontece no dia-a-dia.

CICLO REFLEXIVO DE GIBS:

1º DESCRIÇÃO – O que aconteceu ?

2º SENTIMENTOS
– O que estou a pensar e a sentir ?

3º AVALIAÇÃO – O que foi bom e mau na experiência ?

4º ANÁLISE – Que sentido podemos encontrar na situação ?

5º CONCLUSÃO – Que mais poderia ter feito ?

6º PLANEAR A ACÇÃO – Se isso resultou de novo, o que irá fazer ?

Eis um bom instrumento para analisar momentos específicos do nosso quotidiano.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

ALEXANDRE HERCULANO, VOLTA ....

"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender. "

Alexandre Herculano

sábado, 2 de fevereiro de 2008

AINDA AS QUESTÕES DO EMPREGO ...


Muita gente continua a acusar as organizações sócio profissionais do desemprego na Enfermagem, contudo ninguém, excepto essas organizações, tão bem coloca o dedo na ferida.
Afinal de contas, existem ou não em Portugal Enfermeiros em excesso?
A resposta de todos os estudos é que não.
Eu ainda desafio os Enfermeiros, a responderem à seguinte pergunta: NO SEU SERVIÇO EXISTEM ENFERMEIROS EM NÚMERO SUFICIENTE ?
Se a resposta for não. Então o problema é económico e causado pela falta de um verdadeiro plano de emprego para os enfermeiros em Portugal.
Julgo que em Portugal se continua a confundir o papel dos sindicatos com o dos governos. A culpa é sempre daqueles que ainda são os únicos que fazem alguma (no meu entender muita) coisa.
No entanto os mais críticos continuam a viver isoladamente a profissão, sem sentimentos de pertença sindical e com nenhum espírito colectivo. Para estes, a culpa será sempre de quem dá a cara.
Não concordo com esta perspectiva, os meus parabéns Pedro Frias pelas tuas intervenções acutilantes neste espaço noticioso.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

ENFERMEIROS EMPREENDEDORES

Recentemente reagi algo negativamente, e quem sabe emotivamente a ideia do empreendedorismo na Enfermagem, reconheço que pode ter os seus méritos, contudo julgo que temos uma profissão vocacionada para cuidados gerais e que este pode ser um caminho pantanoso. Senão vejamos:

"Licenciados em Enfermagem, prestam cuidados de Enfermagem. Realizamos Entubações, Algaliações, Administração de Terapêutica(Por via IM, EV, oral, sub-cutânea, entre outros), todo o tipo de Pensos. Cuidamos de individuos acamados, com alterações do foro psicológico, com necessidades pré-operatorias e outras necessidades. Trabalhamos a recibos verdes, com utentes particulares, lares de 3ª idade, empresas de prestação a cuidados ao domicilio, e outros.Se necessário também o auxiliamos na exexução da sua higiene diária, bem como na limpeza das suas roupas e do seu lar. Se necessita de nós, não exite em contactar-nos. E-mail:josemanuel_santso@hotmail.comTelefone: 968322758Estamos aqui para o ajudar..Deslocamo-nos em qualquer zona do Distrito de Viseu, Porto, Vila Real, Bragança, Guarda, Aveiro entre outros" in site http://portocity.olx.pt/cuidados-de-enfermagem-iid-5620975 .

Destacados são meus.

Sugiro ainda a visita ao site da firma Duarte e Gomes

http://www.duarteegomes.pt/ que se apresenta assim:

"Somos uma empresa jovem e dinâmica, criada em Abril de 2007, que após estudo do mercado e tendo em atenção a realidade dos nossos dias, pretende dar resposta afirmativa a algumas necessidades da sociedade.Não tem tempo para engomar ou lavar a sua roupa? Precisa de arranjar a sua roupa? NÓS SOMOS A SOLUÇÃO".

Mas, mais à frente no mesmo site clicando em "Apoio Domiciliario" temos "Enfermagem" - com a seguinte inscrição "Temos pessoal especializado para responder às suas necessidades de cuidados de enfermagem ao domicílio".

É isto que me assusta no empreendedorismo...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A NOSSA ACTIVIDADE QUOTIDIANA

CASO NÃO SEJA REFLEXIVA, É GERADORA DE ERROS E ROTINAS.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

FORMAR PARA MUDAR


~
Hoje dia 30, tive a oportunidade de em conjunto com a responsável pela formação em serviço do meu serviço apresentar um trabalho aos colegas de serviço e alguns alunos do CLE da ESEMFR e da ESESFM, com o título Formar para Mudar. Ficam aqui os 2 primeiros slides. Eu e a Srª Enfermeira Teresa Branco mobilizámos conhecimentos no sentido da prática reflexiva dos Enfermeiros.
Enquanto sessão de formação entedemos ser positiva, os resultados só os poderemos avaliar ao longo do tempo. Mas para já o caminho continua a ser feito. E existem compromissos hoje assumidos que iremos pôr em prática (naturalmente são do domínio privado da equipa de cuidadores)
Independentemente do complemento de formação e do "raio" dos trabalhos. Este foi para mim o momento de melhor mobilização e partilha da reflexão feita dentro da sala de aulas para o verdadeiro terreno das práticas. Hoje sinto-me bastante realizado porque mobilizei conhecimentos e reflexões no seio de uma brilhante equipa de cuidadores reflexivos. Sou o elemento mais novo do serviço e aquele que mais tem a aprender com os colegas, dai a importância desta acção ter sido concebida, preparada e realizada em conjunto com uma das colegas mais experientes do serviço.
Esta sim, é para mim a verdadeira avaliação da transformação dos adquiridos na prática.

O VALOR PEDAGÓGICO DO HUMOR

AFINAL É MESMO O PAÍS QUE SOMOS. SÁTIRA DE RICARDO ARAÚJO PEREIRA AO JÁ CÉLEBRE TELEFONEMA DO INEM.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O MEU PATRÃO FOI-SE EMBORA



PORQUE SOU UM SER REFLEXIVO, NÃO POSSO DEIXAR PASSAR EM BRANCO, NESTE MEU BLOG, UM OLHAR REFLEXIVO SOBRE A SAÍDA DO MEU PATRÃO (ex) DO GOVERNO.

Como diz Manuel Rodrigues, Anabela Pereira e Teresa Barroso, “ A saúde de cada pessoa depende do seu projecto de vida, do seu sentido de felicidade e da sua forma específica de estar no mundo”, julgo que foi por não estar atento a isto que o meu patrão se despediu ou foi despedido. Ainda não entendi. Ele não respeitou a individualidade do Ser Humano

Mas claramente, foi a população que de forma unida descredibilizou uma dita reforma da saúde que em nada se preocupava com os Seres Humanos. Numa politica meramente bancária, parafraseando Paulo Freire, o meu patrão era o grande depositante dos saberes da saúde, tornando o Ser Humano em mero recipiente sem opinião.

Só que os oprimidos revoltaram-se e afinal algum resultado surgiu. O meu patrão deixou de o ser.

Os clientes do SNS, parece-me que querem continuar a ser utentes, ou por outra PESSOAS que usam o serviço Nacional de Saúde – Público, Geral e Universal.

O meu ex-patrão negligenciou sobre o que Maria Loreto Paiva Couceiro dissertava “… o desenvolvimento das capacidades de evoluir e agir num ambiente complexo, de “aprender a aprender” ao longo de toda a vida, de reconstruir permanentemente conhecimentos e saberes.”.

Teimosamente o meu ex-patrão, continuou a ser o grande dono da verdade, humilhando profissionais com comparações bacocas e humilhando as pessoas que cada vez mais viam os cuidados de saúde mais distantes.

Foram precisas mortes, quedas, telefonemas do INEM para os Bombeiros, etc, etc, para ser posto a nu aquilo que sempre vimos enquanto profissionais de saúde. O SNS a definhar por questões de índole económica.

As reformas começaram pelo telhado e a casa naturalmente veio abaixo. As USF´s a meterem água, os cuidados continuados e paliativos entregues aos privados, os encerramentos a serem feitos com falta de rigor técnico e sem a devida cobertura promocional e assistencial, os hospitais à deriva, o desemprego a aumentar, a instabilidade laboral a graçar........Os Seres Humanos a desesperarem.

Mas existe mérito no trabalho do meu ex-patrão, o seu objectivo primordial que era a destruição do SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE, esse ele atingiu.

E como em qualquer delapidação, os restos fragmentares estão por aí soltos. Caberá à minha nova Patroa, (pessoa que tecnicamente respeito e prezo), colar os cacos. Ela já se disse adepta do SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (o que é positivo). No entanto também já se afirmou de acordo com a reforma em curso. Estará desde já baralhada, ou ainda não percebeu que estas duas afirmações são a antítese uma da outra?

A ver vamos. Mas tenho para mim que estamos só perante uma mera acção de cosmética. Muda-se o coveiro, mas o enterro continua dentro de momentos..... Com mais respeito, pelo menos nas palavras, pelo SER HUMANO.

Como diria o escritor Eça de Queirós "Este governo não cairá porque não é um edifício; sairá com benzina porque é uma nódoa." Assim foi com o meu ex-patrão.

Fica o desabafo de alguém que acredita num futuro melhor.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A ESCRITA ...

“ (…) não é um mero acessório. Não é apenas um “vestígio” ou uma “pegada”; é o suporte da construção de uma caminhada.”
Hesbeen, 2006

SEM PALAVRAS, VAMOS REFLECTIR SOBRE O PAÍS QUE TEMOS

SÓ NÃO SEI, SE ESTE É O PÁS QUE TEMOS OU QUE SOMOS.

A DIFERENÇA DO VERBO PODE SER FUNDAMENTAL

TER É ALGO QUE NOS DERAM, SER É ALGO QUE NÓS CONSTRUÍMOS....

sábado, 26 de janeiro de 2008

MUTAÇÃO

Este Blog está em mutação de dossier de aprendizagem para OLHARES REFLEXIVOS.

Este foi o nome que escolhi para dar ao meu Portfólio, que em breve servirá de avaliação na disciplina de formação em contextos de trabalho do VIII CCFE da ESEL pólo ESEMFR.

O Blog continuará a ter o mesmo endereço, mas em breve será só intitulado de OLHARES REFLEXIVOS.

CONTO COM O SEU OLHAR, TMBÈM POR AQUI.... REFLEXIVO CLARO ESTÁ.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

ANDRAGOGIA

"É a arte ou ciência de orientar adultos a aprender (definição creditada a Malcolm Knowles, anos 1970). O termo remete a um conceito de educação voltado para o adulto, em contraposição à pedagogia, que se refere à educação de crianças (do grego paidós = criança).

Para educadores como Pierre Fourter (1973), a andragogia é um conceito amplo de educação do ser humano, em qualquer idade. A UNESCO, por sua vez, já utilizou o termo para referir-se à educação continuada..."
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

REPERSPECTIVAR !

"NÃO POSSO VOLTAR NO TEMPO E
QUERER COMEÇAR NOVAMENTE
MAS POSSO TER NOVAS ATITUDES
PARA CONSEGUIR UM FIM DIFERENTE"
GARCIA, Edu

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

AS FALSAS IMAGENS QUE PODEMOS TRANSMITIR....

QUAL O VALOR PEDAGÓGICO DO ERRO ?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

QUEM CUIDA DE NÓS?

Será que somos nós?
Será que também precisamos de cuidados ?
Que tipo de cuidar precisamos enquanto prestadores ?
Tenho umas colegas de complemento que vão dedicar a sua monografia a este tema, para elas, hoje um reconhecimento especial. Comecei a perceber a pertinência do tema. Um grande abraço de felicidades para a Sandra, Marta e Mafalda. Espero continuar a apreender connvosco.
Já agora, comecei hoje a elaborar o 2º Portfólio deste VIII CCFE, desta vez tem que ver com uma disciplina de opção "Cuidar de si, Cuidar do outro". É hora de olhar para dentro e perspectivar o que nos rodeia. Estou bem, hoje cuidei de mim.
Quando as nosssas práticas profissionais não nos corrrem pelo melhor......há que parar, hoje fiz uma pausa reflexiva para suplantar o erro. Cuidei de mim, deixei que a ferida não alastrasse. A quimioterapia está feita, impedi que algo de negativo não se tornasse em maligno. Tirei ensinamentos.
Cresci como pessoa e profissional.
E por falar em cuidar de nós, e em relaxar. Vejam como o humor pode ser terapêutico. Foi com este filme que acabamos a aula de hoje, permitam-me que partilhe. MR. Bean vai ao Hospital:

domingo, 20 de janeiro de 2008

EM CONTRACICLO COM OS ARAUTOS DA ENFERMAGEM EM PORTUGAL...


"... Ao longo deste livro evitamos a utilização da palavra "consumidor" ou "cliente" para descrever as pessoas de quem as enfermeiras cuidam. Esta escolha é deliberada. A palavra "consumidor", de acordo com o diccionário, possui dois significados. Um afirma que se trata de alguém que consome, gasta, desperdiça ou destrói. O outro, "alguém que utiliza bens e serviços para satisfazer as suas necessidades", pertence a economia. A primeira definição é negativa e a segunda é uma definição extremamente redutora e mercantilista dos seres em relação à doença e à saúde. Somos da opinião que deturpa gravemente a relação entre os prestadores de cuidados e as pessoas que procuram o seu cuidado e o seu conselho.

....Da perspectiva da comunicação pública, falar de enfermeiras em relação ao consumidor desvia a atenção do hospital, do lar, da clínica ou da clínica de cuidados terminais para o centro comercial, sugerindo que o seres humanos podem escolher saúde da mesma forma que escolhem um vestido novo e que podem, em consequência, exercer controlo quando menos são capazes de o fazer. Preferimos usar as palavras "ser humano", "individuo", "pessoa", "doente" e " família"...."

GORDON, Suzanne; BURESH, Bernice - DO SILÊNCIO À VOZ

Sem dúvida que o que importa é a qualidade dos cuidados..., no entanto, esta discussão é muito actual. Numa altura em que politicamente a Saúde é entendida como um bem mercantilizável e sujeita aos mesmos princípios que qualquer fabrica de enchidos, ou seja, encerram-se serviços quando não existe o número dos ditos "clientes" para darem lucro..... Talvez a melhor opção seja chamar ao ser humano, que cuidamos, de cliente.

Se por outro lado entendermos saúde como um bem Social e Essencial às pessoas, efectivamente, nos afastaremos dos novos arautos da Enfermagem e da Gestão e continuaremos a dar razão às autoras deste cintilante livro. E continuaremos a usar o termo ser humano.

A minha opção está feita e amanhã de manhã continuarei no meu serviço a cuidar dos seres humanos com necessidade de cuidados de Enfermagem.

Não sei se se recordam de o Srº Ministro (Correia de Campos), sobre aposentação, ter comparado os Enfermeiros com as Operárias Texteis. Todos ficaram chocados. O que me chocou não foi comparar profissões, foi mesmo o objecto delas. Eu, enquanto Enfermeiro, laboralmente não sou diferente da dita Operária. No entanto os seres humanos que cuido são muito diferentes dos tecidos "operados" pelas citadas Operárias. Daí ser contra a palavra Cliente ou Consumidor.

Nem tudo o que está na moda, para mim se deve usar. Apesar da comunuidade cientifica gostar muito da dita clientela.

Qualquer dia, enquanto seres humanos, vamos ao Hospital comprar 2 litros de soro, e meia dose de apoio emocional e já agora para sobremesa compram-se uns quilos de cuidados de higiéne e conforto regados com meia dúzia de mobilizações. Porque a dúzia pode ser muito cara.